09 de de 2010
Assine o Diário - 3324 4729
Semana 20/02 à 26/02
Fernando Cavezali, proprietário da agência ourinhense CVLZ
Com ampla experiência da area de comunicação, Fernando Cavezali fala para o Diário de Ourinhos de sua carreira e do sucesso da agência Cavezali Propaganda (CVZL). Com formação de jornalista, o tempo se encarregou de levá-lo para o segmento publicitário, desta forma, Fernando hoje se destaca na cidade e na região como um dos melhores comunicólogos dos últimos anos. Veja a entrevista completa:
Há quanto tempo você trabalha nessa área de comunicação e como você passou a se interessar por este meio?
Fernando - Trabalho na área da comunicação desde 1987 quando ingressei no Jornal do Vale como repórter. A universidade e o curso de Jornalismo veio em seguida. Paralelamente, como músico, produzia jingles e acabei enveredando para o segmento publicitário. O interesse, além da formação, já estava nas minhas veias, minhas habilidades são potencialmente voltadas à área de Humanas.
A que você associa todo o sucesso da Cavezali Propaganda?
Obrigado pelo sucesso, mas a avaliação de sucesso depende do ponto de vista. Entendo que a junção de técnica-talento-profissionalismo creditam à CVZL essa impressão de sucesso. Mas, neste exato momento, a agência busca outros mercados e novos desafios, justamente por não se satisfazer com o sucesso ou o respeito que conquistou até agora. E como diz a célebre frase: "sucesso de ontem não garante sucesso no futuro".
Profissionalmente, tem algo que você ainda almeja?
Apenas tudo (risos). Para a agência, como disse, estamos buscando contas publicitárias que contemplem mercados maiores, por consequência maiores budget e melhores receitas que inclusive justifiquem os investimentos que temos feito. Contas maiores significam também maior realização no uso das técnicas e da criatividade publicitária, o que é o melhor combustível para todo publicitário. Trocando em miúdos, com todo o respeito as mídias regionais, queremos ter mais anúncios na Veja, na Globo em rede nacional, enfim, abraçar campanhas com as quais temos plena convicção de que podemos corresponder com resultados.
Há uma especulação em torno de que Ourinhos é uma cidade onde os comerciantes e empresários não tem a cultura de investir em publicidade, em comparação com cidades maiores. Como você analisa isso?
Primeiramente, é necessário comparar com cidades do mesmo porte. Obviamente, se comparados com os de cidades maiores, os investimentos locais ficarão em desvantagem. Sinceramente, acho que de maneira geral os comerciantes de Ourinhos recorrem bastante à propaganda, se analisarmos todas as mídias possíveis, as de massa, as formais, as alternativas, etc. De faixas de rua a folheteria, do rádio aos jornais, vejo um volume significativo. O que me incomoda mais é a baixa qualidade dessa propaganda, a inadequação na escolha dos veículos. Infelizmente, ter uma agência, alguém que oriente de forma mais técnica esse tipo de investimento, não é para qualquer um justamente pela pouca verba, em alguns casos, e falta de visão estratégica, em outros. Se partirmos para o setor da indústria, temos que entender que o empresário tem que focar seus mercados. Exemplo: o fato da fábrica da Colchões Castor ter sede em Ourinhos não significa que seu maior investimento tenha que ser aqui, muito ao contrário, já que seu mercado atualmente é praticamente nacional e acredito que já com boa penetração internacional. Também temos muitos veículos concentrados no mesmo formato ou segmento. Exemplo: muitos jornais de penetração duvidosa dividindo um bolo publicitário para o mesmo formato. Ao mesmo tempo, temos uma tv a cabo ainda incipiente, apesar de já existir público e demanda. A questão é mais complexa, mas acredito que apostar no contrário do que dizem as especulações é que pode trazer mais frutos para os veículos, anunciantes, agências e veículos.
Você é jornalista por formação. Como você vê a imprensa ourinhense?
Salvo honrosas exceções, vejo uma imprensa retrógada, mal acostumada com os apadrinhamentos financeiros e preguiçosa para sair desse marasmo ético e intelectual, sobretudo na cobertura política. A imprensa local, que já viveu seus momentos de glória no passado, embora também isolados, ainda precisa dar seu grito de independência. E essa independência passa pela boca do caixa, e é aí que a publicidade, de forma parceira, pode contribuir para que os veículos que praticam o jornalismo tenham a tão desejada - nem sempre - isenção. Mais independência traz mais leitores, mais leitores trazem mais anunciantes, mais anunciantes trazem maior independência ainda, e fecha-se um ciclo virtuoso. Por vezes, lendo certas matérias ou até não lendo sobre aquele fato que todo mundo sabe que aconteceu mas, por algum motivo, não foi publicado, não me reconheço na profissão. E isso dói, como leitor, ouvinte, telespectador, cidadão, mas, principalmente, como jornalista. Romper esse elo sei que não é fácil, mas não vejo outro caminho.
Congresso Técnico marca início dos Campeonatos de Futsal Infantil e Varzeano
Corbisier expões seus trabalhos em tela na galeria do Teatro Municipal