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08 de de 2010

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Semana 03/10 à 09/10

Para Bispo, ensino religioso nas escolas pode contribuir para melhor formação dos alunos

Dom Salvador pede que aulas de ensino religioso sejam inseridas normalmente na grade curricular das escolas ourinhenses

A Câmara dos deputados aprovou recentemente a ratificação de acordo entre o Brasil e o Vaticano, que prevê a instituição do ensino religioso em escolas públicas, isenções fiscais e imunidade das instituições religiosas perante as leis trabalhistas. Assinado no final do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Papa Bento XVI, o acordo prevê também a manutenção, com recursos do estado, de bens culturais da igreja católica, como prédios, acervos e bibliotecas.

O ponto mais polêmico do acordo com o Vaticano é o parágrafo primeiro do Artigo 11, que institui o ensino religioso facultativo nas escolas públicas de ensino fundamental, que trata que o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.

Embora o texto tenha sido aprovado na íntegra, a Câmara aprovou uma recomendação para que Lula, ao editar o decreto que colocará o acordo em vigor, suprima do artigo a expressão "católico e outras confissões", de modo que o ensino religioso seja mantido, mas sem citações que indiquem um direcionamento para credo a ou b.

De tão polêmico, o acordo tem restrições até entre os católicos. Uma pesquisa feita pelo instituto Ibope, a pedido da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, mostra que 75% dos fiéis discordam ou ao menos têm restrições a um acordo que privilegie uma religião. A pesquisa, divulgada mostra que 44% dos católicos acreditam que um acordo bilateral não deveria existir porque o Brasil não tem religião oficial. Outros 31% acham que aprovar um acordo desse tipo desrespeita as demais religiões.

Melhor formação

De acordo com o Bispo Dom Salvador Paruzzo, o acordo entre Brasil e Vaticano não muda aquilo que já existe e nem privilegia a Igreja. “Todo mundo se queixa da violência, mas precisamos respeitar a crença de cada um e o acórdão irá levar a palavra de Deus para as escolas, os hospitais, as penitenciárias”, ressaltou.

Para Dom Salvador, a instituição do ensino religioso pode contribuir para uma melhor formação das crianças e adolescentes. “Nós temos no Estado de São Paulo 180 mil presos. Qual a formação que eles tiveram na vida? A medida preventiva é formar e educar. Ao formarmos as crianças e os adolescentes de acordo com os princípios morais estamos ajudando a prevenir muitas coisas ruins”, ressaltou.

Entretanto, o Bispo destacou que será importante inserir o ensino religioso dentro da grade curricular das escolas e não como uma disciplina facultativa e afirmou que ainda tem dúvidas sobre quem serão os responsáveis em ministrar as aulas. “É importante não colocar a aula de religião fora do horário letivo, porque tem quer ser uma aula como as demais. O Estado de São Paulo já aprovou, mas quem vai fazer esse ensino? Um professor de história, de filosofia? Precisa ser alguém da Igreja e capacitado para isso. Na Itália quem indica os professores, independente da religião, são as Igrejas”, concluiu.

Comentários

João Luiz Cavenago 09/10/2009

Emque pese ser católico. Discordo da posição do Bispo. A Igreja nçao pode intervir na administração do ensino. Ela nçao tem competência para isso. O ensino público é uma questão de Estado. Por outro a Igreja já possui seus cursos de catequese, primeira comunhão, crisma.
É um assunto onde cada Instituição deve se ater as suas atribuições. Na minha opnião o professor de Filosofia é o mais indicado para tal instrução.


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