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Cólica Renal: A triste dor de quem tem pedras nos rins

publicado em 13/1/2012 enviar para um amigoComentarImprimir notícia

Consta que uma das dores mais fortes que o ser humano pode sentir não é a dor do parto, é a cólica renal. Cerca de 3% das pessoas sofrem com esse mal e com grande taxa de recorrência. È mais comuns em homens ocorrendo entre 20 e 40 anos de idade. Para entender um pouco mais sobre esse mal que está atingindo jovens e adultos, o médico radiologista Rodrigo Mello, explicou que o cálculo renal, ou pedra nos rins, é formado por cristais que se separam da urina e se unem para formar pedras. Normalmente o organismo evita que isso ocorra, mas, eventualmente esse controle pode falhar e por alterações no metabolismo, pode se iniciar um processo de formação dos cálculos.

“Os mais comuns são feitos de cálcio, mas existem outros tipos como oxalato e ácido úrico. Ou da mistura deles. Geralmente, o excesso destes elementos no organismo são eliminados pela urina, o que predispõe ao acúmulo destes sais nos rins”, afirmou.

A cólica renal é o resultado da saída destas pedras do rim. “Após sua formação, podendo atingir tamanhos variados, há a excreção destas pedras, e, com a conseqüente obstrução do ureter, acaba impedindo a passagem da urina, provocando dilatação do rim, que causa a dor. Ela começa de forma abrupta, em um dos lados das costas e pode permanecer ali ou deslocar para o abdômen e até para testículos e lábios vaginais. Pode ser encontrado sangue na urina e o aparecimento de febre indica uma infecção concomitante”, esclareceu o médico.

De acordo com Dr. Rodrigo Mello, enquanto os cálculos não são expulsos, eles são assintomáticos e podem ir crescendo até um tamanho considerável, sem que o paciente os note. “O diagnóstico é basicamente clínico. Mas podem ser solicitados exames de urina, radiografias e ultra-sonografia. Para paciente que tenham tido um ou mais episódios de cólicas renais, um exame de controle ultra-sonográfico é interessante. O acompanhamento se faz necessário nos episódios recorrentes e na investigação das causas do problema”.

O tratamento na fase aguda, de dor, é meramente suportivo. Medicações antiinflamatórias e analgésicas são administradas e se aguarda a eliminação da pedra espontaneamente. “Para casos extremos de pedras muito grandes ou uma grande quantidade delas, existem tratamentos que visam quebrar essas pedras, a litotripsia extracorpórea que usa ondas de choque, mas que possui indicações específicas”, afirmou Mello.

Na maioria dos casos após tratamento das crises agudas, o restante se baseia na prevenção de novas crises ou de formações de outros cálculos. A primeira medida aconselhada pelos médios é a hidratação. Adquirir o hábito de tomar mais de 2 litros de água por dia é o primeiro passo. Dependendo do tipo de cálculo formado, como os de ácido úrico, medicações que alcalinizam a urina são empregados. Mudanças na alimentação como a diminuição da ingestão de chocolates, amendoim.

“O mais importante para quem teve crises renais, é procurar pesquisar as causas. Se um erro do metabolismo ou se um mau comportamento alimentar. Em ambos os casos, exames radiodiagnósticos e laboratoriais auxiliam no direcionamento do tratamento e a evitar novas terríveis crises de dor”, finalizou o médico radiologista.

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