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Calvície: o fantasma da vaidade masculina

publicado em 8/9/2010 enviar para um amigoComentarImprimir notícia

Hoje, sete anos após a cirurgia, Zaia se sente muito satisfeito com o resultado do implante

Você sabia que uma pessoa sem problema de calvície perde, em média, de 50 a 100 fios de cabelo por dia? Então, não se apavore caso o seu cabelo esteja caindo. A queda de cabelo é um fator normal, pois os fios caem porque já cumpriram o seu ciclo de vida. Depois de nascer, permanecem na cabeça por cerca de dois anos até caírem, abrindo espaço para o surgimento de novos fios. Mas, quando a queda é excessiva, aí sim indica a necessidade de tratamentos.

É normal perdermos cabelos ao longo da vida. E, é lógico, que não teremos aos 60 anos, a mesma quantidade de fios que tínhamos aos 20. Mas essa perda é natural. No caso das pessoas que apresentam uma queda acentuada, que pode levar a calvície, é comum a perda média de até 500 fios por dia.

Para comprovar o que estamos dizendo, conversamos com a dermatologista Dra. Gisele Garcia Miguel, que nos afirmou que a queda excessiva de cabelos não é sinônimo de calvície. “Reservamos o termo Calvície ou Alopécia para a diminuição e afinamento progressivo dos cabelos localizada na região superior do couro cabeludo, as conhecidas "entradas", que pode ou não evoluir para a calvície propriamente dita. Ocorre mais em homens do que em mulheres, tem origem genética (familiar), e o paciente queixa-se de estar ficando calvo e não que os cabelos estão caindo em excesso”.

No caso da queda excessiva, é um fator que ocorre com mais freqüência nas mulheres. “Essa queda pode ser causada por vários fatores, como por exemplo: pós parto, regimes de emagrecimento (com ou sem medicamentos), suspensão de pílulas anticoncepcionais, cirurgias, infecções e algumas doenças como diabetes, anemia, hiper ou hipotiroidismo, alterações hormonais (ovários policísticos), cabelos constantemente presos, stress, entre outros. Geralmente tem duração autolimitada (3 a 5 meses). Se retirada a causa, cessam espontaneamente com recuperação total dos cabelos”, afirmou a dermatologista.

Ainda de acordo com a médica, a Calvície pode ter início a partir dos 15 anos de idade e é importante o tratamento precoce para impedir a evolução do quadro. Para saber se a queda de cabelo é decorrente de calvície, ela orienta consultar um dermatologista, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), que vai realizar o exame clínico e solicitar exames necessários.

Hoje, existem vários tratamentos para calvície em clínicas dermatológicas. “Os tratamentos para a calvície devem ser iniciados o mais precoce possível, pois assim se obtém os melhores resultados. Finasterida via oral por no mínimo 2 anos, loções obtendo minoxidil ou alfa estradiol ou flutamida (só em mulheres). Em casos com área calva extensa, iniciado há mais de 10 anos, o implante costuma ser o mais indicado e quando bem realizado oferece excelentes resultados. Tratamentos a laser para a calvície ainda são experimentais e não vale a pena. Cuidado com clínicas de estéticas que prometem milagres, o ideal é procurar um dermatologista”, afirmou a Dra. Gisele.

Já os tratamentos para a queda excessiva de cabelo é pesquisar as possíveis causas e tratá-las. Uma dica da dermatologista é, por exemplo: soltar os cabelos, corrigir a anemia, etc. “É aconselhável também Shampoo e loções com vitaminas, vitaminas via oral e se necessário loções com minoxidil, flutamida, alfa estradiol por curtos períodos”, finalizou.

Procura de tratamentos nas farmácias de manipulação

No desespero de ver o cabelo cair, muitos acabam recorrendo as receitas caseiras e até mesmo as farmácias de manipulação. De acordo com a farmacêutica Silvana Marques Zaia, responsável pela Ourifórmulas (farmácia de manipulação), a procura por tratamento contra queda de cabelo e calvície é bem frequente. “Muitas pessoas procuram por tratamentos aqui na Ourifórmulas. Minha primeira providência é orientá-los a procurar um médico especialista que possa investigar o que está causando a queda capilar e aí sim tratá-la”.

A farmacêutica disse que normalmente, quando os pacientes voltam com as receitas, o diagnóstico é praticamente o mesmo. “Observo que nos homens a queda de cabelo está quase sempre relacionada a um fator hereditário hormonal, é a chamada calvície androgênica ou calvície de padrão masculino, e o tratamento mais efetivo nesses casos é o uso tópico da solução de minoxidil e finasterida 1 mg via oral”, ressaltou.

De acordo com ela, o minoxidil deve ser usado 2x ao dia sobre o couro cabeludo seco com o cuidado de não deixá-lo em contato com lugares aonde não se deseja o crescimento de pelos. “O finasterida não é indicado em pessoas com problemas no fígado e pode provocar a diminuição do volume de ejaculação”, concluiu.

Ser ou não ser careca? Eis a questão!

“É dos carecas que elas gostam mais”, cantarolam por aí. Mas tem homens que não abrem mão de manter os fios em dia. Os homens demoram mais tempo do que as mulheres para perceberem o nível de queda diária porque, na maioria das vezes, mantém seus cabelos mais curtos. Por uma característica anatômica das raízes, é mais comum ver homens que são calvos apenas no topo da cabeça. Isso acontece porque na região lateral - e principalmente na nuca - as raízes são mais fortes do que na região que vai da testa até a chamada ‘coroa’.

O bancário Luis Henrique Rodrigues nos contou que seu cabelo começou a cair quando ainda tinha 27 anos. Hoje com 47, ele disse que já procurou por um médico, para saber as causas da queda, não necessariamente por tratamentos. “Como a causa da minha queda de cabelo era mais por hereditariedade, não procurei tratamento, pois naquela época não havia muito que se fazer. Hoje acredito haver tratamentos mais eficazes”, afirmou.

Já o empresário João Zaia resolveu apostar no implante capilar. “Fiz a cirurgia de implante em 2003. Meu cabelo começou a cair quando tinha cerca de 30 anos. Caía pouco, mas como sempre gostei de cabelo cheio, com 50 anos resolvi fazer o implante”, afirmou.

Luis disse que nunca procurou por implantes. “A queda de cabelo é gradual, não cai de uma vez, então você não sente muito e quando está com uma quantidade boa de queda, as pessoas já acostumaram com você e seria estranho mudar”, esclareceu.

Zaia confessou que mesmo após o implante, ele ainda tem cuidados especiais com o cabelo. “De vez em quando faço alguns tratamentos, mas o único cuidado mesmo que tenho diariamente é hidratar o cabelo”.

Perguntamos para Luis se a calvície não lhe incomoda e ele afirmou se sentir muito bem assim. “Lido muito bem com o fato de ser calvo, nunca fui apaixonado pelo meu cabelo. Era muito oleoso, precisava de certos cuidados, acredito que um dos principais motivos da queda foi a oleosidade, além da hereditariedade. Então, aceito numa boa, pois em tudo tem os pontos positivos, e procuro ver mais por esse lado”, concluiu.

Perspectivas

Já existem muitos estudos em relação à utilização de células-tronco na reconstituição de raízes capilares fracas ou atrofiadas. Acredita-se que em cinco ou 10 anos essas células possam começar a ser usadas para refazer as raízes e prevenir a chamada “careca” nos indivíduos que têm tendência à doença. Isso quer dizer que possivelmente os jovens de hoje, tenham tratamentos ainda mais eficazes futuramente, caso precisem enfrentar a calvície.

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Comentários

  • Ronivaldo Antonio de Souza - sábado, 18 de setembro de 2010

    Eu estava ficando careca,atraves de um senhor de 80 anos de idade que mora no interior de minas gerais não o conhece mais através de uma outra pessoa me passou uma forma de um creme para evitar a queda de cabelo,estou fazendo faz 5 meses alem de não cair fortalezeu o cabelo,e feito em casa tudo natural,os irmão dela faz anos que usa não ficara careca,ja com a idade dos 60 anos

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