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por José Claudinei Messias

A partir de 1.980, a terceirização da mão de obra tem sido o foco de grande parte das empresas no país, visando, em tese, a redução de custos e aumento na qualidade dos serviços ou produtos, sempre com foco na atividade fim das empresas, transferindo uma determinada atividade para ser realizada por um especialista na área, o que se traduz em aumento de produtiva e melhor eficiência

Tanto na iniciativa privada quanto no poder público, vemos a terceirização de mão de obra em praticamente todos os níveis, mas passados mais de duas décadas, esse modelo de prestação de serviços dá mostras de desgaste e pede cautela a quem contrata.

Empresas terceirizadas, com má gestão, desfocadas na atividade a que são contratadas e desconhecimento de sua própria mão de obra, principalmente por conta no foco equivocado de redução de custos, acabam remunerando mal e não raro, descumprindo obrigações legais, fatos que tem gerado reclamações trabalhistas em todo o país e que acabam gerando conseqüências e gastos com as empresas contratantes.

A atividade fim de uma empresa é sua própria razão de existir e por conta do desgaste na terceirização equivocada de muitos setores, muitas empresas tem tomado o caminho inverso da terceirização, com a primarização da mão de obra, ou seja, passando a contratar diretamente os funcionários em seu quadro, tendo total controle sobre a qualificação e obrigações legais.

O conceito da primarização tomou força a partir do início do século XXI e vem sendo adotado cada vez mais por empresas, como tendência aos efeitos contrários da terceirização de mão-de-obra. Um exemplo dessa tendência, entre outros, é a empresa ALL – América Latina Logística do Brasil, empresa de transporte ferroviário, que está primarizando os setores de manutenção de via permanente e mecânica, após um desastroso processo de terceirização, que gerou prejuízos tanto na área operacional quanto financeiro e que acabou abalando a imagem da empresa perante seus clientes e a sociedade, inclusive com comprovação de trabalho escravo.

Portanto, as empresas prestadoras de serviço, responsáveis pela terceirização de mão-de-obra, devem estar atentas às atividades a que foram contratadas, caso contrário, veremos o conceito da primarização cada vez mais sendo colocado em prática em nosso país.

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