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Morreu em Porto Príncipe, Haiti, em decorrência de ferimentos após o terremoto que atingiu aquele país. Ela morreu trabalhando em missão de paz no país.
Exemplo de pessoa, mãe, educadora, médica pediatra e sanitarista tinha como lema de vida a solidariedade.
Exemplo de determinação e liderança em 1982, junto com o irmão dom Paulo, foi fundadora da Pastoral da Criança que conta hoje com aproximadamente 155 mil voluntários presentes em quase 3,6 mil municípios brasileiros.
Sua primeira atuação, se é que podemos falar desta forma, foi na cidade paranaense de Florestópolis aonde o índice de mortalidade chegava a 127 mortes por mil nascimentos e em um ano de atividades conseguiu reduzir para 28 mortes a cada mil nascimentos o que demonstrou a viabilidade de implantação em outros lugares e com a ajuda da Igreja Católica rapidamente atingiu os 27 estados da federação brasileira.
Sua luta diária para salvar crianças levou a Pastoral para outros países África e na América Latina e nunca sofreu preconceito ou problemas em países cuja religião seja diferente do catolicismo.
Tanta dedicação tem seu reconhecimento. Desde 1978, são diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária. E da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo feito desde a sua fundação.
O grande diferencial do trabalho de Zilda é a metodologia da prevenção. Anos de combate à desnutrição dão a Zilda Arns uma voz crítica no sentido da situação do país: “Considero primeiramente que o maior problema do Brasil não é a fome, mas, sim, a miséria e a pobreza. Dar cesta básica não erradica a fome nem a miséria. Esse tipo de ação sacia momentaneamente a fome. Acredito que isso, aliado a medidas estruturais, como dar a essas comunidades saneamento básico, boas escolas, oportunidades de lazer e trabalho, é o que realmente fará a diferença”.
Parte aos 73 anos e deixa um imenso legado. Legado de amor, de esperança, de fé e acima de tudo de solidariedade e muita dedicação com aqueles que mais precisam, com aqueles que não tem como se defender das injustiças do mundo moderno.
Não foi e não será em vão.