Diário de Ourinhos


Assine o Diário - 3324 4729

Vestibular Estácio de Sá

Colunistas

Ah o amor...

Já dizia Camões que é ferida que dói e não se sente, é um descontentar-se de contente (não necessariamente nessa ordem, mas é irrelevante a ordem, o que interessa são as palavras). Nosso Poeta, Vinícius de Moraes dizia que seja infinito enquanto dure.

Estive meio ausente daqui, completamente mergulhada no meu Infinito Particular, no meu céu e no meu inferno, enquanto o mundo continuava lá fora.

O amor pode ser dúbio, confuso e conturbado, mas é amor e o amor move montanhas porque ele é acima de tudo FÉ em si e no próximo.

Sentimentos dúbios...relembrei Barthes em seu Fragmentos de Discursos Amorosos que vai analisando na literatura a discursividade amorosa em vários autores e períodos.

De Bauman e a Modernidade Líquida, medos, solidão, enfrentamento, resiliência, isolamento e esquecimento.
Em qual período podemos situar a discursividade amorosa nos dias de hoje? A Literatura e a História nunca estiveram tão próximas como agora no campo de estudos.

A música é elemento fundamental nesse entroncamento. O cinema ainda sério também. A fotografia ou qualquer tipo de imagem também. A subjetividade e a racionalidade não são elementos dissociados da nossa existência.
O amor de hoje rompeu barreiras, está dissolvendo preconceitos, mas ainda vivemos de barbáries.

Ainda hoje eu assisti a um comercial sobre lei para punir um tipo de preconceito. Eu sempre digo que nós não precisamos mais de leis, nós precisamos de justiça, empatia, solidariedade e algo superior nos dê a Base. 

A lei maior é o respeito pelo próximo e ela sempre existiu, mas nós seres modernos queremos dar as minorias igualdade. Que minoria? De qual minoria estamos falando? Cada vez que um ato vem por esse prisma, ele cria outras e outras minorias e margens e dobras surgem na sociedade e não vamos conseguir salvar o mundo porque o ser humano não é homogêneo, dentro de cada grupo haverá seres que por si só são desiguais e as diferenças os tornam únicos. Respeito ao próximo. Respeito à vida. Respeito ao planeta. Respeito por nós mesmos.

O discurso amoroso não é só o amor romântico. O discurso amoroso é antes de tudo a forma como você deve usá-lo em proveito de ser bom, amar ao próximo, praticar solidariedade e acima de tudo, não é um discurso hipócrita é um discurso sincero que tem a força de mudar o estado das coisas.
É fazer do seu tempo algo que lhe de alegria e ao mesmo tempo, distribuir alegria. Contagiar as pessoas com esperança, alegria e sinceridade.

Fora isso, hoje em meu Infinito Particular, não consigo enxergar outra forma do que o amor.

É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

APARECIDA DE LOURDES SALINA

Historiadora

luly-salina@uol.com.br

+ mais sobre o autor +

Ver mais artigos

Copyright @ 2009 - Diário de Ourinhos - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por