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Os fãs que me perdoem, mas como também faço parte da geração que curtiu e ainda curte muitos dos aqui citados, o meu objetivo não é denegrir a imagem de ninguém e sim, tentar mostrar que viver ainda é o melhor remédio, mesmo sendo as vezes muito amargo.
A morte do astro pop Michael Jackson (50 anos) reabre alguns debates sobre ídolos que morreram jovens. Desculpe-me Cazuza (32 anos), mas “meus heróis morreram de overdose” para mim é balela. Primeiro porque não acredito em heróis, segundo porque se fossem mesmo heróis teriam lutado e não se entregado a morte com o objetivo de entrar para a “história”. Saio da vida para entrar para História é frase da carta testamento do Getúlio Vargas que covardemente não quis enfrentar seus algozes.
A entrevista de sua ex-mulher Lisa Marie Presley abordou o medo que ele tinha de morrer como o pai dela, o rei do rock Elvis Presley (42 anos), de overdose de remédios e consequente parada cardíaca e é o motivo da morte segundo até agora indicam os noticiários. Se ele tinha medo, caramba, por que repetiu?
Penso eu que ele nunca quis envelhecer, tanto é que criou pra si a Terra do Nunca, seu rancho Neverland. Não deve ter sido fácil sua infância tendo que trabalhar no Jackson Five forçado por seu pai. Tinha uma voz fenomenal, talento inconteste até começar a cometer abusos. Será que provocou vitiligo ou teve vitiligo? Será que seu rosto deformado foi uma sequência de cirurgias para corrigir a primeira? Será que era pedófilo, como foi acusado várias vezes, ou apenas uma criança que não teve infância e brincava com outras crianças e por sua fama e dinheiro alguns se aproveitaram assim como a mídia que o massacrou?
Perguntas sem respostas. Fãs e amigos fiéis como Elizabeth Taylor nunca o abandonaram.
Várias teorias começam a surgir, tipo “ele não morreu”, “jogada de marketing” pro retorno triunfal. Vítima do Al - Qaeda. Ah, gente tem dó. O cara morreu e já vinha morrendo lentamente faz bastante tempo, aliás, todos nós morremos lentamente é só parar e pensar o que é viver.
Realmente Michael Jackson não morreu, ele viverá eternamente (até onde for o eternamente) assim como vive Jim Morrison (28 anos), Janis Joplin (27 anos), Jimi Hendrix (28 anos), Elvis Presley e estão todos na ilha de Tetiaroa, na Polinésia Francesa do Marlon Brando (80 anos) que também não morreu assim como o Tio (idade desconhecida) de um conhecido.
James Dean (24 anos) deixava bem claro que queria morrer jovem e morreu num acidente automobilístico. Imortalizou sua imagem de astro de Hollywood. Marlyn Monroe que teve uma morte controversa (36 anos) é também venerada até hoje. Kurt Cobain morreu aos 27 anos querendo manter sua juventude eterna e mantém. O eterno Maluco Beleza Raul Seixas (44 anos).
Algumas mortes aqui citadas foram acidentais! Acidental se entupir de drogas, bebidas e remédios??? Isso é viver no mínimo à beira do precipício. Os fãs mais ávidos de alguns julgam um grande ato de coragem o suicídio e por isso ainda glorificam ídolos de barro.
Coragem é encarar esta vida louca contemporânea e permanecer nela.
Gerald Thomas disse magnificamente que ele morreu por excesso de higiene, vivendo em bolhas, usando máscaras para não respirar o mesmo ar que nós mortais respiramos. Marco Nanini, chamando-o de Peter Pan, classificou: “Não é homem nem mulher, não é branco nem negro, não é adulto nem criança”.
Fred Mercury (45 anos), Renato Russo (36 anos) assim como Cazuza entram numa outra lista de mais excessos que além de drogas, bebidas e remédios à morte deles foi provocada pela Aids, resultado de sexo casual sem segurança.
Bem, John Lennon (40 anos), não posso incluir aqui porque sua morte foi resultado de um tiro de um fã enlouquecido. Então o deixo fora da lista dos excessos, se bem que cometeu muito, mas não a ponto de provocar sua morte.
Assim em vida, Michael, virou um thriller ele mesmo, superando monstros e bichos tamanha sua deformidade.
O complicado nisso tudo é colocá-los juntos no Olimpo. Todos são astros de rara beleza, mas considerá-los exemplos para os nossos jovens é um tanto complexo e perigoso.
Engraçado que sábado num bar de rock em vez do costumeiro “Toca Raul” o pessoal gritava “Toca Michael Jackson”, cômico se não fosse trágico.
“Geração perdida. Artistas, negros, mãe. Nossos mortos sem vida. A dor que ainda dói”.